Como montar o mix de produtos da loja de roupas para a estação
Básicos, peças de desejo e acessórios na proporção certa, planejados com a programação semestral das marcas.

Mix de produtos é o conjunto de tudo o que a sua loja oferece: categorias, marcas, modelos, cores, tamanhos e faixas de preço. Um mix bem montado faz o cliente encontrar o que procura, levar mais de uma peça e voltar na próxima coleção. Um mix mal montado deixa a loja cheia e o caixa vazio.
1. Parta do seu cliente
O mix certo para uma loja de streetwear em Fortaleza é diferente do mix de uma loja de moda casual em Parnaíba. Revise o que você sabe do seu público: idade, estilo, ocasiões de uso e quanto costuma gastar. O mix deve responder a essas perguntas.
2. Divida o mix em três grupos
| Grupo | O que é | Papel na loja |
|---|---|---|
| Básicos | Camisetas lisas, polos, bermudas, jeans | Giram o ano todo e sustentam o faturamento |
| Peças de desejo | Estampas fortes, lançamentos, licenciados | Atraem o cliente e geram o “preciso ter” |
| Complementos | Bonés, meias, acessórios | Aumentam o ticket médio no caixa |
Uma divisão comum é algo perto de 50% básicos, 35% peças de desejo e 15% complementos. Use como ponto de partida e ajuste pelos seus números.
3. Escolha marcas que conversam entre si
Marcas diferentes podem conviver muito bem quando atendem ao mesmo estilo. Na moda jovem e urbana, por exemplo, Cavalera, Nine Eight, Gangster e os licenciados da NBA e da NFL formam um mix coerente. Para um público mais casual, polos e peças de marcas como Greenish e Pena completam a arara. O cliente sente que a loja tem uma identidade.
Lembre que a disponibilidade de marcas muda por estado. No Ceará a Elevva representa Cavalera, NBA, NFL, Nine Eight, Dixie e Gangster. No Piauí, essas seis e mais Pena, Greenish, Young Style e MR2.
4. Defina faixas de preço
Tenha uma escada de preços: uma peça de entrada, mais acessível, uma faixa intermediária e algumas peças de valor mais alto. A peça de entrada traz o cliente, a intermediária é a que mais vende e a de valor alto melhora o ticket e a percepção da loja.
5. Cores e estampas
Preto, branco, cinza e azul marinho costumam ser a base de vendas em moda masculina e streetwear. Cores da estação e estampas fortes entram em menor quantidade, como destaque. Assim a vitrine fica viva e o estoque não encalha em cores difíceis.
6. Grades de tamanho
Use o histórico. Se não tiver, comece com mais peças nos tamanhos do meio. Revise a cada coleção: sobra de um tamanho e falta de outro mostra exatamente onde ajustar.
7. Planeje com a programação semestral
As marcas lançam coleções por semestre e produzem sob encomenda. Isso pede planejamento:
- Receba a programação do semestre com antecedência.
- Revise as vendas da coleção anterior: o que girou, o que sobrou.
- Defina o orçamento do pedido e divida entre básicos, desejo e complementos.
- Escolha modelos, cores e grades com base nesses números.
- Combine as entregas para chegar antes da estação e, se possível, em ondas.
Com prazos de pagamento de até 150 dias, a compra planejada ainda ajuda o caixa: boa parte da coleção é vendida antes do vencimento.
8. Datas que puxam venda
Inclua no planejamento as datas fortes do comércio de moda: volta às aulas, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Black Friday e Natal, além do período de férias e das festas da sua região. Cada data pede um reforço em categorias específicas.
9. Revise todo mês
O mix não é decidido uma vez por ano. Todo mês, olhe o que vendeu, o que parou e o que faltou. Pequenos ajustes constantes evitam grandes sobras no fim da estação.
Resumo
- Mix nasce do cliente.
- Básicos sustentam, peças de desejo atraem, complementos aumentam o ticket.
- Marcas coerentes entre si dão identidade à loja.
- Planejamento semestral e prazo longo protegem o caixa.
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